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1993 - No ano da fundação, o Escravos da Mauá desfilou com um samba que falava sobre o tempo em que o mercado de escravos ficava na região portuária (na atual rua Camerino, bairro da Gamboa) e comparava a chegada dos navios negreiros de então com a dos navios dos "gringos" que, séculos mais tarde, atracavam na Praça Mauá.
Samba: Navio Negreiro - Ricardo Costa
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1994 - Nesse ano, os Escravos se integraram ao Programa de Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida. A arrecadação dos eventos pré-carnavalescos realizados pelo Comitê INT foi revertida para a campanha.
Samba: Cidadania na Praça Mauá - Ricardo Costa
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1995 - Os Escravos se aliaram ao Centro Cultural José Bonifácio, centro municipal de memória e referência da cultura negra, localizado na região portuária. O desfile do bloco terminou no evento Carnaval da Gamboa, realizado pela Prefeitura, do qual participaram também diversos blocos afros e carnavalescos, grupos de jongo e bumba-meu-boi e a Escola de Samba Vizinha Faladeira, cuja quadra fica no bairro do Santo Cristo.
Samba: Tamborins da Amizade - Ricardo Costa
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1996 - Os Escravos receberam o apoio do pessoal do Cabaré Kalesa, local onde foram realizados eventos de divulgação da região e de sua importância histórica e cultural para a cidade.
Samba: Ó o auê aí ó !
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1997 - Nesse ano, o bloco se inseriu no projeto cultural CIRCUITO MAUÁ, que incluíu a produção de Cd-Rom e "site" na Internet sobre os bairros portuários da cidade, além da realização (e gravação em vídeo para o Cd-Rom) de diversos eventos com grupos ligados à cultura popular na região: Afoxé Filhos de Gandhi (com sede no bairro da Saúde), Jongo da Serrinha, Bumba-meu-boi de Mestre Manoel Estevão, grupos de Capoeira de Angola, Escola Vizinha Faladeira (com quadra em Santo Cristo) e o próprio bloco Escravos da Mauá.
Nesse ano, as atividades dos Escravos da Mauá extrapolaram o carnaval, com a inauguração das RODAS DE SAMBA no Largo de São Francisco da Prainha, toda última sexta-feira de cada mes.
Samba: Abre, que eu quero passar ! - Eliane e Ricardo Costa
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1998 - Dando continuidade ao projeto cultural CIRCUITO MAUÁ, os Escravos homenagearam os sambistas e grupos afro-brasileiros que participaram do Cd-Rom.
Samba: Artistas da Mauá - Eliane Costa
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1999 - O bloco desfilou exorcizando as chuvas de verão e o incêndio que destruiu o bar que, desde a fundação dos Escravos da Mauá, sediava as rodas de samba e os ensaios do bloco.
Samba: No Largo da Prainha - Zé da Lata e Ricardo Costa
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2000 - No carnaval de 2000, os Escravos da Mauá entraram na avenida com o
belíssimo samba "Desce o morro, Conceição". O samba homenageava um
baluarte da história da cidade, o Morro da Conceição, em cuja base fica a
nossa sede social a céu aberto, o Largo de São Francisco da Prainha. A
letra, muito inspirada, dizia:"Prainha: a história que ancorou. Saudade de
um futuro que, no duro, nem ainda começou". E chamava os famosos
personagens do lugar: Donga, João da Baiana e Sinhô, além das crianças
moradoras do Morro e seus arredores que, fantasiadas de clóvis, colombinas
e pierrôs, descem todo ano para o nosso desfile.
Samba: Desce o morro, Conceição! - Zé da Lata, Pedro Müller, Fernando Braga e Ricardo Costa
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2001 - Nesse ano, os Escravos da Mauá receberam um baita presente: o grande Moacyr
Luz, que antes só tinha um (hum) bloco de coração (o "Nem muda, nem sai de
cima") começa a freqüentar as rodas de samba da Mauá e a visitar os
botequins do Morro da Conceição, se apaixonando definitivamente pelo lugar.
O resultado foi "Navio do Samba", com que os Escravos da Mauá arrasaram em
seu animadíssimo desfile de 2001. Lembrando o triste passado em que a
região do porto abrigou o mercado de escravos, nos séculos 18 e 19, Moacyr
compôs o refrão cantado a plenos pulmões no carnaval: "Escravos da Mauá, me
diz aí, o que que há. Escravos da Mauá, eu vim aqui me libertar!"
Samba:
Escravos da Mauá (ou "O som do Rio de Janeiro")- Moacyr Luz
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2002 - Quando o Bush ameaçou acabar com o mundo prá salvar a honra da América, a
Velha Guarda dos Escravos da Mauá se reuniu em caráter de urgência
urgentíssima e respondeu com um samba falando de paz. O samba ratificava
ainda a tradição dos Escravos da Mauá de evitar as brigas que costumam
acontecer durante as escolhas do samba do ano em diversos blocos da cidade.
Divulgando sua intenção de evitar a qualquer custo os "arranca-rabos" por
causa de samba, os Escravos divulgam então sua intenção de desfilar sempre
com sambas de autoria coletiva da Velha Guarda do bloco, passando esta a
admitir, a cada ano, os interessados em contribuir para essa gloriosa
missão.
Samba: SAMBA, AMOR E PAZ (10 carnavais. Queremos mais!) - Velha Guarda dos Escravos da Mauá
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2003 - Quem sonhou pode acordar! Sambando de braços abertos pros ventos de
mudança e de muita esperança que tomaram conta do Brasil, os Escravos
cantam esse ano "Lua do Povo", de autoria da Velha Guarda dos Escravos da
Mauá. O samba homenageia também a lua, personagem que, na maioria das
vezes, enfeita lindamente as noites de Samba da Mauá.
Samba:
Lua do Povo - Velha Guarda dos Escravos da Mauá
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Em 2004, os Escravos da Mauá homenagearam um personagem muito caro à região de seus ensaios: Joâo Cândido, o "Almirante Negro", líder da Revolta da Chibata que explodiu no porto do Rio de Janeiro, em 1910, contra os maus-tratos impostos aos marinheiros negros nos navios. Aceitando o acordo proposto pelo então presidente Hermes da Fonseca, cerca de 2000 marinheiros, que tinham a cidade sob a mira do fogo dos navios, depuseram as armas e foram traídos, presos e mortos. Anos mais tarde, João Cândido foi imortalizado por João Bosco e Aldir Blanc como "o mestre-sala dos mares". Ao Almirante Negro, agora, a emocionada homenagem dos Escravos da Mauá.
Samba: Quilombo da Mauá - Velha Guarda dos Escravos da Mauá
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2005 - Este ano traz a nostalgia do nosso primeiro carnaval, em 1993, no tempo em que éramos um bloco realmente nanico-porém-muito-corajoso e cabíamos todos (sentados) no Bar da d. Sonia, em cuja calçada praticamos até hoje o street-samba, devido ao incêndio do referido logradouro. Na homenagem, cabem, é claro, todas as cabrochas, cabrôchos (êpa!), militantes e simpatizantes do Samba da Mauá das horas seguintes e, mais ainda, os amigos e amigas de todas as horas.
Samba:
Navio Negreiro - Ricardo Costa
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2006 - Boa companhia faz o dia clarear
Esse ano, o carnaval dos Escravos da Mauá homenageou o Largo de São
Francisco da Prainha como frente de resistência da esperança, da amizade e
da alegria, saudando os amigos que, desde 1993, são o ponto alto dos nossos
encontros.
Samba: Boa companhia faz o dia clarear - Ala dos compositores
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2007 - Raízes do samba (o samba se espalhou pela cidade) Os Escravos da Mauá comemoram a retomada do samba no Rio de Janeiro, com rodas que hoje se espalham por todos os bairros. Muitas dessas rodas de samba - como as que os Escravos da Mauá fazem mensalmente no Largo de S. Francisco da Prainha - acontecem na rua, criando não só alternativas pra se tocar, cantar, e encontrar amigos, mas também felizes oportunidades de ocupação do espaço público pelo bom humor, pela paz e pela alegria, enfim, pelo que há de melhor na música e no espírito cariocas.
Samba: Raízes do Samba (o samba se espalhou pela cidade) - Ala dos compositores
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O bloco Escravos da Mauá desfila na última quinta-feira ANTES do carnaval e
tem concentração no Largo de São Francisco da Prainha a partir das 19
horas. Entre um e outro carnaval, uma vez por mês, o bloco organiza uma
animadíssima roda de samba em sua "sede social a céu aberto", o Largo de
São Francisco da Prainha. Sempre com o Fabuloso Grupo Eu Canto Samba e seus
fabulosíssimos convidados.
"Batuque do samba na Pedra do Sal, azul e amarelo é o meu carnaval !"
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